SAÚDE PÚBLICA

Brasil se aproxima de 90 casos confirmados de mpox

País já registra 88 infecções e monitora outros 171 casos suspeitos; vacinação segue restrita a grupos de risco

Publicado em 24/02/2026 às 19:25
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Brasil contabiliza 88 casos confirmados de mpox e 171 casos suspeitos, conforme o painel epidemiológico do Ministério da Saúde. A atualização mais recente, divulgada nesta terça-feira (24), inclui três novos registros em Minas Gerais e um no Paraná. Até o momento, não há óbitos associados à doença no país.

O estado de São Paulo concentra a maioria dos casos, com 63 confirmações, seguido pelo Rio de Janeiro, com 15. Em 2025, foram notificados 1.045 casos confirmados e três mortes relacionadas à mpox.

A doença

A mpox, conhecida também como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com pessoas infectadas — seja por abraços, beijos, relações sexuais ou pelo contato com lesões na pele —, além do compartilhamento de objetos ou materiais contaminados, como roupas e talheres. O período de incubação varia de três a 21 dias.

Os sintomas mais comuns incluem erupções ou lesões cutâneas, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e sensação de fraqueza. Esses sinais costumam durar de duas a quatro semanas. Ao apresentar sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico.

Para prevenir a transmissão em situações de contato necessário com infectados, o Ministério da Saúde orienta o uso de luvas e máscaras. Outras medidas preventivas incluem a lavagem frequente das mãos com água e sabão, uso de álcool em gel, higienização regular de roupas, lençóis e toalhas, além da limpeza de superfícies e do descarte adequado de resíduos contaminados.

Vacinação

No Brasil, a vacinação contra a mpox começou em 2023, após autorização provisória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o imunizante Jynneos (ou Imvanex), produzido pela Bavarian Nordic.

O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de quatro semanas entre elas, voltadas para grupos específicos:

Pré-exposição: pessoas entre 18 e 49 anos que vivem com HIV/Aids e profissionais de laboratório que lidam diretamente com o vírus. Caso haja disponibilidade de doses, a vacina também pode ser indicada para pessoas em profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), respeitando o intervalo de 30 dias entre imunizantes distintos.

Pós-exposição: pessoas com mais de 18 anos expostas ao vírus, seja por contato direto ou indireto com fluidos ou secreções de infectados, contato com pele ou mucosas, relações sexuais, inalação de gotículas em ambientes fechados ou compartilhamento de objetos, especialmente perfurocortantes. Nesses casos, a vacina deve ser aplicada até quatro dias após a exposição — em situações excepcionais, pode ser administrada em até 14 dias, mas com menor eficácia.

A estratégia de vacinação restrita a esses públicos se deve à limitação na produção e no acesso aos imunizantes.