POLÍTICA INTERNACIONAL

Szijjarto critica plano da UE de banir petróleo russo e reforça importância de vitória governista na Hungria

Ministro húngaro afirma que proposta europeia de proibir importação de petróleo russo é mais um motivo para reeleger atual governo, que se opõe à medida.

Por Sputinik Brasil Publicado em 24/02/2026 às 19:33
Ministro húngaro critica proposta da UE de banir petróleo russo, destacando impacto político e econômico. © Sputnik / Vitaly Timkiv

Em meio aos planos da União Europeia de proibir as importações de petróleo russo logo após as eleições parlamentares húngaras, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, afirmou nesta terça-feira (24) que a iniciativa reforça a necessidade de vitória do atual governo, que tem se posicionado contra a medida.

Mais cedo, veículos de imprensa noticiaram que a Comissão Europeia pretende apresentar, em 15 de abril, um projeto de lei para proibir as importações de petróleo russo. Segundo autoridades do bloco, a proposta será apresentada após as eleições na Hungria para evitar influência direta no voto dos eleitores.

"Mais um motivo pelo qual precisamos de um governo soberano, capaz de dizer 'não' a Bruxelas. Precisamos rejeitar essa proposta da União Europeia. Um partido controlado por Bruxelas certamente não impedirá o fim do programa de redução das tarifas de serviços públicos", declarou Szijjarto ao portal de notícias Index.

Desde dezembro de 2022, a UE já havia proibido o fornecimento de petróleo russo por transporte marítimo e, a partir de fevereiro de 2023, também de produtos petrolíferos. As sanções resultaram em um choque no mercado, elevando os preços. Apenas no ano passado, o bloco pagou mais de 20 bilhões de euros (R$ 123 bilhões) após abandonar as importações do combustível, conforme cálculos da Sputnik baseados em dados do Eurostat.

Paralelamente, o volume das compras de petróleo pela UE vem diminuindo: no ano passado, foram 3,3 bilhões de barris, ante 3,5 bilhões em 2024 e 3,4 bilhões em 2021.

O custo das importações, entretanto, segue em alta. Antes das sanções, os europeus importaram petróleo no valor de 193,8 bilhões de euros (R$ 1,2 trilhão), com volume maior. Em 2025, o valor saltou para 212,3 bilhões de euros (R$ 1,3 trilhão). Como resultado, a perda de receita em um ano foi de 22,7 bilhões de euros (R$ 140,6 bilhões).