Acusação compara réus no caso Marielle com máfia italiana
Vice-procurador-geral da República faz paralelo entre delação de ex-miliciano e práticas da máfia, destacando mercado de homicídios no Rio
Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, traçou um paralelo entre o ex-miliciano Orlando Curicica e um "pentito" da máfia italiana.
O termo "pentito" refere-se a integrantes que rompem com organizações criminosas e revelam seus esquemas internos. Segundo Hindenburgo, o depoimento de Curicica foi fundamental para expor o chamado "mercado de homicídios" no Rio de Janeiro, detalhando o funcionamento de grupos de extermínio e o domínio territorial dos irmãos Brazão em Jacarepaguá. O vice-procurador também destacou indícios de corrupção na Delegacia de Homicídios.
A comparação foi feita com o mafioso italiano Vincenzo Pasquino, que, após ser extraditado, revelou conexões entre a organização criminosa 'Ndrangheta e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
As defesas dos réus, por sua vez, questionam a validade do depoimento de Curicica e alegam falta de provas concretas.
Por Sputnik Brasil