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Chuva forte no litoral de SP coloca Ubatuba e Peruíbe em alerta

Cidades enfrentam volumes históricos de chuva; Peruíbe decreta emergência e Defesa Civil reforça monitoramento

Publicado em 24/02/2026 às 16:12
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As fortes chuvas que atingiram o litoral de São Paulo no fim de semana continuam preocupando as autoridades. O coronel Adriano Baruffaldi, diretor da Defesa Civil do Estado, afirmou que o alerta para chuvas intensas permanece, com atenção especial para Ubatuba e Peruíbe.

Ubatuba, no litoral norte, enfrentou uma noite e madrugada de sábado (21) para domingo (22) sob chuva intensa. Em apenas 12 horas, a cidade registrou 126 milímetros de precipitação, volume equivalente à média prevista para todo o mês de fevereiro, segundo a Defesa Civil.

No bairro Ponta Grossa, um barco com cinco tripulantes naufragou durante o temporal, resultando em duas mortes. As autoridades, contudo, informam que não é possível estabelecer relação direta entre o acidente e o mau tempo.

Em Peruíbe, no litoral sul, cerca de 300 pessoas ficaram desalojadas devido às chuvas, que somaram aproximadamente 400 milímetros nos últimos dias. A cidade decretou situação de emergência.

Na Zona da Mata de Minas Gerais, um forte temporal entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24) deixou 16 mortos em Juiz de Fora.

“Montamos o gabinete de crise, que já funcionava remotamente no fim de semana, e agora está presencial desde ontem (segunda-feira, 23). A princípio, ele seguirá até quinta-feira (26), pois tivemos grandes volumes de chuva durante todo o final de semana e há previsão de mais precipitação”, disse o coronel à Rádio Eldorado, do Grupo Estado.

Baruffaldi explicou que as chuvas devem ser mais moderadas nos próximos dias, mas a partir de quarta-feira tendem a se intensificar com a chegada de uma frente fria, que, ao encontrar massas de ar quente, pode aumentar o volume de chuva.

Uma das principais preocupações, segundo ele, é o encharcamento do solo, que pode elevar o risco de deslizamentos de terra. Ele também destacou as quedas de barreiras em rodovias e suas interdições, o que aumenta a apreensão das autoridades.

Desde o início do monitoramento das chuvas, em dezembro, já foram registradas 19 mortes no Estado.

Baruffaldi informou que oito sirenes já foram instaladas em pontos críticos e há previsão de instalar outras sete até o fim do ano. “Cada município tem seu plano de risco, mas todo local identificado como área de alto risco recebe esse equipamento”, explicou.

O sistema de sirenes orienta a evacuação de moradores em situações graves, sendo instalado em locais estratégicos para alcançar a maior parte da comunidade. “A ativação depende da quantidade de chuva em determinado período, da previsão e de outros fatores meteorológicos”, detalhou Baruffaldi.

Após a instalação das sirenes, a população recebe treinamento. “Pedimos que levem a sério e, ao ouvir a sirene, deixem suas residências. Se tocou, é porque há motivo. O principal é preservar vidas; o patrimônio pode ser recuperado depois”, ressaltou.

Nos últimos dias, as sirenes não foram acionadas, possivelmente devido à localização dos equipamentos. “Há 15 dias, houve acionamento em Barra do Sahy e no Guarujá, mas neste fim de semana, as áreas com sirene não atingiram o índice necessário para o alerta”, concluiu.