CONFLITO UCRANIANO

Líderes do G7 reafirmam apoio 'inabalável' à Ucrânia

Declaração conjunta também encoraja esforços de paz

Por Redação ANSA Publicado em 24/02/2026 às 15:50
Líderes do G7 reunidos em Kananaskis, no Canadá © ANSA/Getty Images via AFP

Em uma declaração conjunta pelo quarto aniversário da invasão russa contra a Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, os líderes do G7 reiteraram nesta terça-feira (24) o compromisso "inabalável" com a integridade territorial do país e encorajaram esforços de paz para colocar fim ao conflito.

"No quarto aniversário da nova invasão russa da Ucrânia, em 2022, nós, líderes do G7, reafirmamos nosso apoio inabalável à Ucrânia na defesa de sua integridade territorial e direito à existência, bem como de sua liberdade, soberania e independência", diz o texto do grupo das sete potências, que inclui Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia.

"Expressamos nosso apoio contínuo aos esforços do presidente Trump para alcançar esses objetivos, iniciando um processo de paz e conduzindo as partes a negociações diretas. A Europa tem um papel fundamental a desempenhar nesse processo, juntamente com outros parceiros", acrescenta o comunicado.

Os líderes do G7 ainda endossam os "compromissos assumidos na Coalizão dos Dispostos", grupo de países europeus que se articulam para oferecer garantias de segurança para Kiev.

"Reconhecemos que somente a Ucrânia e a Rússia, trabalhando juntas em negociações de boa-fé, podem chegar a um acordo de paz", ressalta o texto.

Essa é a primeira declaração conjunta de líderes do G7 sobre a Ucrânia desde o retorno de Trump à Casa Branca, há um ano. No comunicado, as potências exaltam a mobilização de recursos materiais e financeiros para ajudar o país a enfrentar o rígido inverno do leste europeu, incluindo o envio de "mais de 2,5 mil geradores e outros equipamentos indispensáveis, como transformadores, turbinas, unidades de geração e caldeiras".

Além disso, os países do G7 prometem destinar mais de 500 milhões de euros adicionais ao Fundo de Apoio à Energia da Ucrânia. "Apoiamos também iniciativas que visam garantir o retorno imediato, seguro e incondicional de crianças ucranianas às suas famílias e comunidades. Continuaremos a fornecer ajuda humanitária e apoio à população ucraniana", conclui o texto.

Desde o retorno de Trump, os Estados Unidos vêm pressionando Kiev a aceitar um acordo de cessar-fogo com a Rússia, mesmo que, para isso, tenha de ceder amplas porções de seu território. As negociações, no entanto, seguem travadas e sem uma perspectiva real de paz no curto prazo.