ACORDO INTERNACIONAL

Presidente do Republicanos prevê aprovação tranquila do acordo Mercosul-UE

Deputado Marcos Pereira, relator do tratado na Câmara, aponta consenso e destaca diálogo sobre salvaguardas para o agronegócio.

Publicado em 24/02/2026 às 14:18
Presidente do Republicanos prevê aprovação tranquila do acordo Mercosul-UE Reprodução / Agência Senado

O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), relator da ratificação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia na Câmara dos Deputados, afirmou que não vê obstáculos significativos para a aprovação do tratado.

“Acho que vai ser fácil porque é um tema que perpassa vários governos. Não é um tema do governo atual, não é um tema do governo anterior, é um tema que já tem sido debatido há quase 26 anos”, disse Pereira em coletiva de imprensa após reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “Portanto, não vejo dificuldade. A aprovação na Representação do Parlamento do Mercosul no Senado hoje pela manhã é um sinal de que a votação deve ser fácil”, acrescentou.

Pereira adiantou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem interesse em pautar a ratificação do acordo já nesta quarta-feira ou, no máximo, até a manhã de quinta-feira. “Vou conversar com ele sobre essa preocupação da FPA de aprovar o decreto de salvaguardas antes da ratificação do acordo. Provavelmente ele estará comigo em reunião hoje com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Vamos construir uma solução para atender a essa demanda da frente”, explicou Pereira.

No encontro com os parlamentares, a bancada agropecuária solicitou a Pereira que o relatório não seja votado antes da regulamentação das salvaguardas internas, prevista para sair em decreto do Executivo. “Já existe uma minuta de texto criada pelo MDIC. Vou reforçar junto ao presidente em exercício, Geraldo Alckmin, que é importante garantir que esse texto, que atende à FPA, não seja modificado e que possa tramitar conjuntamente”, relatou o deputado.

Pereira acrescentou que fará recomendações no relatório com base nas preocupações e observações recebidas do agronegócio, da indústria e de outros setores. “A construção tem que ser feita com diálogo entre o Parlamento, o governo e os membros do bloco. O Parlamento ratifica ou não acordos internacionais, mas pode evidentemente fazer recomendações”, observou. “O Parlamento tem a responsabilidade de fiscalizar o Poder Executivo e vai continuar cobrando e atuando para que eventuais problemas sejam solucionados ou até mesmo revisados”, concluiu.