Presidente interino da CVM nega omissão do órgão no caso Banco Master
João Accioly afirma que autarquia atuou além do que foi divulgado e defende aprimoramento institucional após críticas no Senado.
O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, negou nesta terça-feira, 24, que o órgão tenha se omitido no caso do Banco Master. Segundo Accioly, a CVM tomou medidas além do que veio a público.
“Se houve omissão da CVM, foi na divulgação do que a CVM fez, que foi mais do que veio a público. Algumas coisas não foram feitas por desenho institucional, mas é esse desenho institucional que queremos aprimorar”, declarou durante depoimento ao grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, responsável por supervisionar as investigações sobre o Master.
Durante a audiência, senadores acusaram a CVM de omissão, alegando que a autarquia poderia ter denunciado possíveis irregularidades. “Nada foi feito pela CVM, como aconteceu no caso das Americanas, do Banco Pleno e de outros casos”, afirmou o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM).
Accioly destacou que a responsabilidade de estabelecer regras sobre a emissão de CDBs cabe ao Banco Central e atribuiu a culpa aos fraudadores. Ele defendeu que as instituições aprimorem seus mecanismos de controle para fechar brechas e citou como exemplo o projeto de lei que aumenta incentivos para informantes de fraudes.