ECONOMIA GLOBAL

Presidente do Fed de Chicago alerta para persistência da inflação e incertezas sobre tarifas

Austan Goolsbee destaca que inflação dos EUA segue acima da meta e aponta desafios com decisões judiciais e consumo forte.

Publicado em 24/02/2026 às 11:41
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, alertou nesta terça-feira (25) que a inflação nos Estados Unidos permanece "bem acima" da meta oficial de 2% e já se mantém nesse patamar há quase cinco anos, exigindo atenção redobrada das autoridades monetárias. O pronunciamento foi feito durante evento da NABE.

Segundo Goolsbee, manter a inflação próxima de 3% "não é suficiente" e estacionar nesse nível "não representa uma situação segura" para a economia. Ele afirmou: "Com a inflação em 3%, não está claro que nossa política de taxas de juros seja, de fato, restritiva. A taxa real dos fundos federais, calculada dessa maneira, está muito próxima ou até mesmo um pouco abaixo da visão consensual para o longo prazo".

O dirigente observou que tanto o crescimento econômico quanto o mercado de trabalho norte-americanos não demonstram fragilidade, mesmo após enfrentarem "muitos choques inesperados e até inéditos" nos últimos anos. Para Goolsbee, 2026 pode trazer "surpresas", embora não tenha detalhado quais seriam essas possibilidades.

Ele atribuiu o principal motor do crescimento econômico dos EUA no último ano ao consumo "sólido e generalizado", rebatendo alegações de que a inteligência artificial (IA) teria sido o fator preponderante.

Em relação ao mercado de trabalho, Goolsbee destacou que a atual combinação de "poucas contratações e poucas demissões" foge ao padrão histórico, mas reflete as incertezas crescentes que as empresas enfrentam. "As dúvidas sobre o impacto da decisão recente da Suprema Corte em relação às tarifas e o rumo dos próximos acontecimentos sugerem que essa dinâmica pode persistir", avaliou.