ARTE

Multiartista mineiro Andersen Viana lança livro que aproxima literatura e artes visuais

Por Assessoria Publicado em 24/02/2026 às 11:27
Andersen Viana Divulgação

O multiartista mineiro Andersen Viana lança Histórias Cinematográficas (Editora Sinete/São Paulo), livro que nasce do pensamento visual e propõe uma aproximação direta entre literatura, artes plásticas e audiovisual. A obra reúne sete narrativas independentes concebidas como construções imagéticas, nas quais a imagem antecede e estrutura a palavra.

Com atuação que atravessa artes visuais, performance, música, cinema e literatura, Andersen desenvolveu ao longo de sete anos um livro que funciona como um conjunto de cenas plásticas. Cada conto opera como um quadro narrativo, organizado por camadas, contrastes e atmosferas, convidando o leitor a uma experiência sensorial e visual da leitura.

“O livro é uma síntese reflexiva sobre tudo o que li, vi e ouvi, em todas as artes simultaneamente”, afirma o autor. A frase traduz o caráter interdisciplinar da obra, que não se submete a uma linearidade clássica e privilegia a construção de imagens mentais fortes, muitas vezes fragmentadas, como em uma sequência de instalações ou estudos visuais.

A estrutura do livro reforça essa liberdade formal. Cada conto é precedido por uma sinopse e pode ser lido de forma independente, permitindo percursos variados de leitura. Em duas narrativas, Andersen incorpora micro-histórias dentro do enredo principal, criando sobreposições que funcionam como colagens narrativas.

Os contos transitam por gêneros como suspense, realismo fantástico, ficção científica e drama psicológico, com influências que vão de Guimarães Rosa e Ariano Suassuna a Franz Kafka, Edgar Allan Poe e Gene Roddenberry. Entre os destaques estão As duas janelas, um thriller psicológico; Liberdade eterna, que aborda o arrependimento de um vampiro; e Boneca de pano, marcada por forte carga simbólica e desfecho trágico.

O cineasta, escritor e professor Cláudio Costa Val, responsável pelo texto de apresentação, destaca o caráter imagético da escrita de Andersen. “Seus causos possuem a magia da fábula. Há cores, camadas, sonhos e sons”, escreve, ressaltando a dimensão visual que atravessa toda a obra.

Com mais de 50 prêmios e distinções no Brasil e no exterior, Andersen Viana construiu uma trajetória internacional reconhecida, incluindo prêmios como Franz Schubert (Reino Unido), Harald Genzmer (Alemanha) e Dimitri Shostakovich (Ucrânia). Seu filme-ópera Pitágoras de Samos foi premiado e exibido em dezenas de festivais internacionais nas Américas, Europa, Ásia e Oriente Médio, consolidando seu diálogo entre imagem, som e narrativa.

Para o campo das artes plásticas, Histórias Cinematográficas se apresenta como um objeto híbrido, que amplia as fronteiras da literatura ao se estruturar a partir de procedimentos visuais, composição espacial e pensamento plástico.

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