Como o período de chuva redefine a busca por soluções mais duráveis
O período de chuvas, especialmente entre fevereiro e maio no Ceará, traz à tona a necessidade crítica de infraestruturas viárias que resistam aos impactos da água. Tradicionalmente, o asfalto tem sido a solução padrão, mas a realidade das poças, a redução na aderência dos pneus e o aumento no risco de acidentes e derrapagens exigem uma reavaliação.
Além dos perigos imediatos, a manutenção do pavimento convencional sob intensa precipitação é um desafio constante e oneroso. A água, ao penetrar nas camadas do asfalto e na sub-base, é a principal vilã na formação de buracos, fissuras e rachaduras, levando a um ciclo interminável de reparos.
Neste cenário, o piso intertravado alinha-se às exigências da engenharia moderna e da sustentabilidade. Diferente do asfalto, sua concepção modular e o sistema de juntas permitem uma gestão superior das águas pluviais, facilitando a drenagem e reduzindo drasticamente a incidência de danos estruturais causados pela infiltração.
Como aponta Felipe Cabral, diretor comercial da Fornecedora Pavimentos, a qualidade do resultado final vai muito além da camada superficial. É fundamental que as vias sejam concebidas para o clima local, com foco na preparação da base e na drenagem eficiente. No entanto, o piso intertravado oferece uma resiliência inerente ao problema da água, garantindo maior longevidade e um ciclo de vida que se traduz em menores custos de manutenção a longo prazo, protegendo o investimento e, acima de tudo, a segurança dos usuários.
A escolha de materiais e técnicas homologadas pelos principais órgãos de construção, como o DNIT e a SOP-CE, permanece essencial. Contudo, adotar um sistema de pavimentação que já integra uma solução natural para o escoamento da água, como o intertravado, é reconhecer que a inovação está em abraçar tecnologias que resolvem os problemas na sua origem, provando que um pavimento de qualidade é inseparável de uma infraestrutura de base bem planejada.