ECONOMIA

Arrecadação federal atinge R$ 325,75 bilhões em janeiro, maior valor mensal desde 2011

Receita Federal aponta alta real de 3,56% sobre janeiro de 2024; IRRF, Previdência e IOF puxam crescimento

Publicado em 24/02/2026 às 10:33
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A arrecadação de impostos e contribuições federais alcançou R$ 325,751 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira, 24. O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana das projeções do mercado, que era de R$ 326,100 bilhões, com estimativas variando entre R$ 322 bilhões e R$ 332,6 bilhões. Em dezembro, o valor arrecadado foi de R$ 292,724 bilhões.

Na comparação com janeiro de 2024, a arrecadação registrou alta real de 3,56%, já descontada a inflação do período. De acordo com a Receita, esse é o maior valor mensal arrecadado desde 2011, considerando todos os meses e já ajustado pela inflação.

Dentre os principais fatores que contribuíram para o desempenho, destaca-se o crescimento de 32,56% do IRRF-Rendimentos do Capital, que somou R$ 14,683 bilhões. A Receita Previdenciária também teve papel relevante, com arrecadação de R$ 63,459 bilhões, representando aumento real de 5,48%.

Esse desempenho foi impulsionado pelo crescimento real de 3,89% na massa salarial, pelo aumento de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional e pelo avanço de 17,02% no volume das compensações tributárias.

O IOF apresentou arrecadação de R$ 8,009 bilhões, com expressivo acréscimo real de 49,05%. Segundo a Receita, esse resultado se deve, principalmente, às operações de câmbio relativas à saída de moeda estrangeira, operações de crédito e transações com títulos e valores mobiliários, em decorrência de alterações na legislação do tributo.

Já o PIS/Pasep e a Cofins tiveram arrecadação conjunta de R$ 56,005 bilhões, com aumento real de 4,35%. Esse desempenho foi atribuído ao aumento de 2,84% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,45% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025.

No final do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas para fintechs, apostas e Juros sobre Capital Próprio (JCP), além de um projeto que reduz benefícios fiscais em 10%.

Pelo novo texto, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs será elevada de forma escalonada, passando dos atuais 9% para 12% até o fim de 2027, e atingindo 15% a partir de 2028. Os bancos já pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior devido à maior rentabilidade do setor.