TRAGÉDIA NA ZONA DA MATA

Mortes causadas por chuvas em Juiz de Fora (MG) chegam a 16

Cidade enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história, com centenas de desabrigados e estado de calamidade pública decretado

Publicado em 24/02/2026 às 09:56
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou, nesta terça-feira (24), que subiu para 16 o número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora na noite de segunda-feira (23).

Além disso, a corporação informou que outras quatro pessoas morreram em Ubá, também na Zona da Mata, localizada a cerca de 110 quilômetros de Juiz de Fora.

De acordo com a gestão municipal, as buscas por desaparecidos continuam e já foram registradas 251 ocorrências relacionadas às chuvas.

Durante a madrugada, a prefeita Margarida Salomão (PT-MG) decretou estado de calamidade pública no município.

A Defesa Civil estima que 440 pessoas estejam desabrigadas. Segundo a prefeitura, até segunda-feira, o volume de chuva já havia ultrapassado o dobro do esperado para todo o mês, fazendo deste o fevereiro mais chuvoso da história da cidade.

No bairro Nossa Senhora de Lourdes, foram registrados 186,1 milímetros de chuva apenas na segunda-feira. No mesmo período, o bairro Santa Rita acumulou 172,7 milímetros, e o Distrito Industrial, 161,2 milímetros.

As aulas foram suspensas em todas as instituições da rede municipal nesta terça-feira.

O Rio Paraibuna subiu 65 centímetros em apenas 30 minutos e transbordou em diversos pontos. Por conta disso, a Ponte Vermelha, no bairro Santa Terezinha, e o mergulhão da Avenida Barão do Rio Branco, no centro, precisaram ser interditados.

Também foram registrados dezenas de deslizamentos de terra e quedas de árvores, bloqueando vias em várias regiões, além do transbordamento de três córregos e do desabamento de duas edificações.

A Prefeitura de Juiz de Fora acionou a Defesa Civil Nacional e a Defesa Civil Estadual. "Sugerimos também que as pessoas se desloquem o mínimo possível para evitar riscos desnecessários", orientou a administração municipal.