DIPLOMACIA CULTURAL

Cinema e Carnaval: Brasil ganha o mundo e consolida sua diplomacia cultural, avaliam analistas

Especialistas apontam que a projeção internacional do Carnaval e do cinema nacional fortalece o soft power brasileiro e abre oportunidades para exportar pautas de interesse do país.

Publicado em 23/02/2026 às 22:03
Carnaval e cinema projetam o Brasil no exterior e fortalecem sua diplomacia cultural, apontam especialistas. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

A repercussão positiva do Carnaval e do cinema nacional colocou o Brasil em evidência no cenário internacional. Segundo especialistas ouvidos pela Sputnik Brasil, essa visibilidade oferece ao país uma oportunidade estratégica de consolidar a cultura como um importante ativo de soft power, capaz de exportar temas de interesse nacional.

Em entrevista à Sputnik Brasil, analistas avaliam como o governo pode aproveitar a popularidade da cultura brasileira para fortalecer o soft power, influenciar a opinião pública estrangeira e promover pautas nacionais em outros países.

Para Alana Camoça, internacionalista, o Carnaval funciona como uma vitrine global da cultura brasileira, projetando uma imagem de diversidade, alegria e celebração. Ela ressalta que a festa vai além do entretenimento, promovendo também debates políticos — presentes nas marchinhas, nos enredos das escolas de samba e nas fantasias. No entanto, Alana pondera que essa projeção não garante, por si só, aumento de poder político, sendo necessário investir em estratégias diplomáticas para ampliar a divulgação e a difusão cultural.

O sociólogo Rogério Baptistini Mendes destaca que, em um mundo marcado pela xenofobia, o Carnaval projeta o Brasil como um espaço de convivência multicultural, tornando-se um ativo valioso para a política externa. Isso pode atrair turistas, investimentos e parcerias internacionais. Mendes lembra ainda que a formação social brasileira e sua cultura já influenciaram debates globais anteriormente, como no Projeto UNESCO sobre relações raciais nos anos 1950, que inspirou políticas públicas em países como Estados Unidos e nações africanas.

Por Sputnik Brasil