MERCADO FINANCEIRO

Bolsas de Nova York fecham em queda após anúncio de tarifa global e pressão sobre setor de software

Aversão ao risco cresce após tarifa de Trump; temores com IA afetam ações de tecnologia e bancos lideram perdas.

Publicado em 23/02/2026 às 18:13
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta segunda-feira, 23, em baixa, influenciadas pela aversão ao risco gerada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa global de 15%. O setor de software também foi pressionado por preocupações em torno da inteligência artificial (IA).

O destaque da semana é a divulgação dos resultados da Nvidia, prevista para quarta-feira, que deve trazer novas perspectivas para o mercado.

O índice Dow Jones recuou 1,66%, fechando aos 48.804,06 pontos. O S&P 500 caiu 1,04%, para 6.837,75 pontos, enquanto o Nasdaq teve queda de 1,13%, encerrando em 22.627,27 pontos.

Entre os bancos, o sentimento negativo foi mais acentuado: as ações do Citi caíram 4,52%, JPMorgan recuou 4,17%, Morgan Stanley teve baixa de 4,87%, enquanto Wells Fargo e Bank of America cederam 3,87% e 3,73%, respectivamente. O Goldman Sachs registrou queda de 3,19%.

No setor de tecnologia, Datadog (-11,28%), Crowdstrike (-9,85%) e IBM (-13,15%) lideraram as perdas do S&P 500. Segundo relatório da Citrini Research, o avanço da IA pode gerar grande produtividade, mas também causar impactos negativos na economia. O segmento ainda sentiu a pressão após a Anthropic anunciar uma ferramenta capaz de analisar códigos para detectar vulnerabilidades e sugerir correções específicas para revisão humana.

Em sentido oposto, a Nvidia avançou 0,91%, com investidores aguardando o balanço corporativo da semana. Apesar da expectativa de resultados sólidos, o Swissquote alerta que o aumento dos custos com IA pode levar grandes clientes da Nvidia a reverem seus investimentos caso haja reação negativa do mercado.

Entre os destaques positivos, a PayPal subiu 5,76%, atraindo compradores após perder quase metade de seu valor, conforme informou a Bloomberg.

A Eli Lilly registrou alta de 4,84%, depois que a Novo Nordisk divulgou que seu tratamento experimental para obesidade não superou a eficácia do Zepbound, da farmacêutica americana, em estudo comparativo direto.

A Chevron teve valorização de 0,57%, após notícias de que está em negociações exclusivas com a Basra Oil, do Iraque, para adquirir participação em West Qurna 2.