Portugal, devolva o nosso ouro!
Declaração do presidente português reabre discussão sobre reparações do período colonial e impactos da escravidão.
A recente declaração do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, sugerindo que Portugal deve assumir os custos históricos da escravidão, reacendeu um debate fundamental: existe realmente uma dívida concreta do período colonial? E, se sim, como ela poderia ser mensurada?
Entre os séculos XVII e XVIII, centenas de toneladas de ouro foram extraídas do Brasil e enviadas à metrópole, contribuindo para a construção de marcos como o Palácio Nacional de Mafra e impulsionando a economia portuguesa durante a expansão europeia. Paralelamente, o sistema escravocrata consolidou uma estrutura social e econômica cujas consequências ainda perpetuam desigualdades no Brasil atual.
É possível transformar séculos de escravidão em valores econômicos precisos? Seriam pedidos de desculpas suficientes ou a reparação exige medidas práticas e concretas? Qual seria a estimativa do valor devido ao Brasil?
Para discutir essas questões, Melina Saad recebe o analista internacional Paulo Martires; Carlos Ziller, professor de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Cesar de Miranda e Lemos, professor de história do Brasil e coordenador do Laboratório Ateliê de História Indígena e Minorias (Labhim), ambos da UFRJ. O debate está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.