TENSÕES NO ORIENTE MÉDIO

EUA ordenam saída de pessoal não essencial da embaixada em Beirute em meio a tensões com Irã

Decisão do Departamento de Estado ocorre após avaliação de segurança e pode sinalizar risco de ação militar na região.

Publicado em 23/02/2026 às 14:47
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou a retirada de funcionários não essenciais e familiares elegíveis da Embaixada americana em Beirute, no Líbano, diante do aumento das tensões com o Irã e da ameaça de uma possível ação militar no Oriente Médio.

De acordo com um porta-voz ouvido pela Fox News, a decisão foi tomada após uma "avaliação contínua do ambiente de segurança", considerada "prudente" para reduzir a presença diplomática ao mínimo essencial. A embaixada continuará operando com equipe reduzida, e a medida é tratada como temporária.

Fontes ouvidas pela Associated Press, sob anonimato, afirmaram que a revisão da segurança regional motivou a decisão de manter apenas funcionários indispensáveis em Beirute. Mudanças no status da missão costumam ser interpretadas como sinal de possível ação militar dos EUA ou de Israel na região, especialmente contra o Irã.

O Líbano já foi palco de ataques ligados a Teerã contra interesses americanos, em razão da influência iraniana sobre o grupo Hezbollah. Em junho passado, medida semelhante foi adotada antes de o então presidente Donald Trump autorizar ataques a instalações nucleares iranianas.

As tensões se intensificaram após Trump reforçar a presença militar americana no Oriente Médio e ameaçar agir caso o Irã se recuse a negociar limites para seu programa nuclear. Um segundo porta-aviões dos EUA está a caminho da região.

Apesar do clima de tensão, Omã informou que EUA e Irã devem retomar negociações nucleares na quinta-feira, em Genebra. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, declarou à CBS que há "boa chance" de uma solução diplomática. Já Trump afirmou considerar uma ação limitada e que, para o Irã, seria "melhor negociar um acordo justo". O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pode adiar sua visita prevista a Israel.