POLÍCIA E DIREITOS DOS ANIMAIS

Soldado da PM depõe após matar cachorro comunitário a tiros em São Paulo

Caso de maus-tratos, investigação policial e repercussão sobre proteção animal em São Paulo

Publicado em 23/02/2026 às 14:41
Soldado da PM depõe após ser suspeito de matar cachorro comunitário na Zona Leste de São Paulo.

Um soldado da Polícia Militar (PM), identificado pela Polícia Civil como suspeito de matar, com sete tiros, um cachorro comunitário na Zona Leste de São Paulo em 18 de janeiro deste ano, prestou depoimento ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) nesta segunda-feira (23). Ele compareceu acompanhado da Corregedoria da PM, conforme informou a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). O policial não foi preso e irá responder em liberdade pelo crime de maus-tratos contra animais.

O caso foi registrado por uma câmera de monitoramento, que flagrou o momento em que um homem, em um ponto de ônibus na calçada da Avenida Ragueb Chohfi, no Jardim Três Marias, disparou dez vezes contra o cachorro. As imagens mostram o animal latindo para o homem, que discutia com a esposa. Em seguida, ele saca a arma, atira no cão e foge do local.

Expressão cultural

O cachorro não tinha nome nem raça definida e vivia nas ruas. Era conhecido como Caramelo por moradores do bairro e funcionários de um shopping próximo. A morte do animal ocorreu no mesmo dia em que o governo do estado sancionou a lei que reconhece o “vira-lata Caramelo” como expressão cultural de São Paulo.

A medida foi tomada em um contexto de aumento dos casos de violência contra animais, especialmente cães comunitários, como os casos recentes dos cães Orelha e Abacate.

Orelha foi espancado no início de janeiro por quatro adolescentes na Praia Brava, em Santa Catarina, e morreu um dia após as agressões. Já na cidade de Toledo, no Paraná, Abacate foi morto com um disparo de arma de fogo. Ambos os casos estão sob investigação policial.

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