TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

EUA temem retaliação de aliados do Irã em caso de confronto militar, aponta imprensa

Washington avalia riscos de ataques de grupos como Hezbollah e houthis caso haja ofensiva contra Teerã, segundo o New York Times.

Publicado em 23/02/2026 às 12:59
Tropas norte-americanas em alerta diante de possíveis retaliações de aliados do Irã no Oriente Médio. © AP Photo / Osamah Abdulrahman

Os Estados Unidos temem retaliações contra suas instalações por parte de aliados do Irã caso o presidente Donald Trump lance uma operação militar contra Teerã, segundo reportagem do jornal The New York Times.

O veículo destaca que grupos como os houthis, do Iêmen, e o Hezbollah, do Líbano, podem estar envolvidos em possíveis operações de retaliação contra interesses norte-americanos.

"O Irã poderia instruir seus representantes a realizar [...] ataques retaliatórios contra alvos norte-americanos na Europa e no Oriente Médio, caso o presidente Trump ordenasse um ataque em grande escala contra o país", afirma a publicação.

De acordo com a reportagem, a inteligência dos EUA não tem informações precisas sobre planos específicos desses ataques.

Apesar disso, o jornal ressalta que autoridades norte-americanas interceptaram um número crescente de comunicações entre o Irã e seus aliados, sugerindo possível planejamento e coordenação de ações ofensivas.

Essa incerteza, segundo o The New York Times, torna ainda mais complexo o planejamento militar do governo Trump.

O portal EurAsian Times também alertou que, mesmo com o poder militar combinado de EUA e Israel, o Irã permanece um alvo extremamente difícil de ser conquistado.

Segundo o portal, uma eventual invasão ao Irã poderia se transformar em um novo conflito prolongado e custoso para os Estados Unidos, a exemplo do que ocorreu na guerra do Iraque.

A publicação destaca ainda que o arsenal de mísseis balísticos do Irã é estimado entre 2.500 e 3.000 unidades, com produção de centenas de novos mísseis a cada mês.

O texto ressalta que o Irã atualizou seus mísseis desde o conflito com Israel ocorrido em junho de 2025.

Por Sputnik Brasil