GEOPOLÍTICA NAVAL

China avança e desafia domínio dos EUA na produção de submarinos nucleares

Relatório aponta que Pequim supera Washington em lançamentos e tonelagem de submarinos nucleares entre 2021 e 2025, elevando a tensão no Indo-Pacífico.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 23/02/2026 às 12:32
Submarinos nucleares chineses desafiam a supremacia naval dos EUA, aponta relatório internacional. © AP Photo / Mark Schiefelbein

Nos últimos cinco anos, a China acelerou significativamente a produção de submarinos nucleares, implantando-os em ritmo superior ao dos Estados Unidos, segundo o portal EurAsian Times.

De acordo com a publicação, Pequim ameaça a tradicional supremacia marítima de Washington.

"A China expandiu rapidamente sua produção de submarinos nucleares, superando os números de lançamento e a tonelagem dos EUA no período de 2021 a 2025 […]. O número crescente de submarinos chineses representa um desafio cada vez maior para os países ocidentais, que enfrentam dificuldades para ampliar sua própria produção", destaca o relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, citado pelo portal.

Neste contexto, a Marinha do Exército de Libertação Popular da China amplia sua frota de submarinos nucleares, incluindo modelos de ataque e aqueles equipados com mísseis balísticos.

Entre 2021 e 2025, a China lançou dez submarinos nucleares, entre eles os da classe Jin Tipo 094 (com mísseis balísticos) e os da classe Shang Tipo 093B (com mísseis guiados), totalizando 79.000 toneladas de deslocamento.

No mesmo período, os Estados Unidos lançaram apenas sete submarinos, somando 55.000 toneladas.

"Os rápidos avanços tecnológicos da China no campo submarino podem alterar o equilíbrio de poder no Indo-Pacífico. Qualquer conflito envolvendo Taiwan […] demandará um papel mais relevante para a Marinha, com a frota submarina e os drones submarinos desempenhando um papel fundamental", acrescenta a matéria.

O artigo conclui que, até 2035, a Marinha chinesa deverá superar a dos Estados Unidos em número de submarinos.

Relatório anterior da Fundação Roscongress, intitulado "EUA vs China: geografia, escala de construção e implicações estratégicas", aponta que os EUA vêm preparando seus aliados na Ásia para um possível confronto militar em larga escala com a China.

Segundo a publicação, os preparativos norte-americanos para um eventual conflito com a China começaram entre 2014 e 2015, com a construção de um grande depósito de munições em Guam e a assinatura de um acordo de cooperação de defesa ampliada com as Filipinas.