TJAL já destinou mais de 170 toneladas de recicláveis a cooperativas
Projeto de coleta seletiva une preservação ambiental e geração de renda para famílias
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) já encaminhou 170.058,5 quilos de material para reciclagem. Implantada em junho de 2016, a coleta seletiva no Judiciário abrange TJAL, Corregedoria e Escola da Magistratura (Esmal), além dos fóruns do Barro Duro, Ponta Verde, Benedito Bentes, Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Arapiraca.
Na capital, materiais como papel, papelão, isopor, plástico, garrafas pet, entre outros, são destinados à Cooperativa de Recicladores de Lixo Urbano de Maceió (Cooplum), que funciona em Jacarecica e beneficia atualmente 35 famílias.
"Essa parceria é importante porque, além de ajudar o meio ambiente, traz sustento pra gente", disse a catadora Lenilda Lima, explicando que, na cooperativa, o material é separado, prensado e vendido para auxiliar as famílias.
Só no ano passado, o TJAL encaminhou à Cooplum 14 toneladas de material reciclável.
Na Cooplum, material é separado, prensado e vendido para auxiliar as famílias. Foto: Caio Loureiro.
Como colaborar
Magistrados e servidores podem colaborar com a coleta seletiva levando materiais recicláveis de suas casas para os pontos de pesagem disponíveis no Judiciário. Antes de realizar a entrega, é importante seguir alguns passos:
- Não misturar resíduos orgânicos com recicláveis;
- Separar o lixo seco por tipo de material (metal, plástico, papel, vidro etc);
- Higienizar as embalagens sujas para retirar restos de alimentos;
- Embrulhar os vidros quebrados em jornal ou colocá-los dentro de caixas para não ferir os catadores.
A servidora Karoline Camerino, da Direção-Geral do TJAL, disse ter esse cuidado em casa. "Sempre marco aquilo que é vidro para não machucar a pessoa que recebe. Também trago tudo limpinho", contou.
Para a técnica judiciária, a coleta seletiva proporcionou uma mudança de hábito em sua casa. "Desde que o projeto começou no Tribunal eu venho participando. Sempre que possível trago garrafa pet, pilha, papel, o material escolar que a minha filha não usa mais. Passei a ter mais consciência sobre sustentabilidade, sobre a importância de reutilizar".
Servidora Karoline Camerino contribui com a coleta seletiva do TJAL. Foto: Maria Eduarda Baltar.
Quem também contribui com a coleta seletiva no TJAL é a servidora Jackline Oiticica, da Secretaria-Especial da Presidência. "Costumo trazer livros, latas, aquelas tampinhas plásticas. Faço a limpeza de tudo para a pessoa manusear da melhor forma possível. Tem muitas famílias que dependem desse material", lembrou.
Os servidores que mais contribuem com a coleta seletiva no Judiciário recebem certificado, broche e uma cesta da Cooperativa Pindorama. Ganham ainda o direito a uma folga. A premiação é uma iniciativa do Núcleo Socioambiental do TJAL.
"A prática da coleta seletiva no Tribunal de Justiça transcende a simples gestão de resíduos. Ela representa um compromisso ético do Judiciário com a sustentabilidade e o futuro das próximas gerações", destacou a diretora-adjunta do Núcleo, Eliane Nascimento, que reforçou o alcance social do projeto.
"Além do viés ecológico, essa ação possui um profundo caráter social, pois impulsiona a geração de renda e proporciona mais dignidade para as cooperativas parceiras".