POLÍTICA INTERNACIONAL

Trump volta a criticar Suprema Corte dos EUA e diz ter mais poder e força para agir no comércio

Ex-presidente afirma que decisão do tribunal ampliou sua autoridade sobre tarifas e promete medidas mais duras contra países estrangeiros.

Publicado em 23/02/2026 às 09:41
Trump volta a criticar Suprema Corte dos EUA e diz ter mais poder e força para agir no comércio AP/Evan Vucci

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a decisão da Suprema Corte que derrubou suas tarifas globais, alegando que a medida ampliou seus poderes para atuar na área comercial. Em publicação na Truth Social, Trump escreveu que a "suprema corte (vou usar letras minúsculas por um tempo, diante da completa falta de respeito!)" lhe concedeu "muito mais poderes e força" do que tinha antes da decisão, que classificou como "ridícula, estúpida e altamente divisiva no cenário internacional".

Segundo Trump, ele poderá recorrer a licenças para adotar medidas "absolutamente 'terríveis'" contra países estrangeiros, especialmente aqueles que, segundo ele, "vêm NOS PASSANDO PARA TRÁS há muitas décadas". O ex-presidente questionou o fato de não poder cobrar taxas associadas a essas autorizações, conforme sua interpretação do julgamento. "MAS TODAS AS LICENÇAS COBRAM TAXAS; por que os Estados Unidos não podem fazê-lo? Você concede uma licença para cobrar uma taxa!", escreveu.

Trump também afirmou que a Corte "aprovou todas as outras Tarifas, que são muitas", e que elas poderão ser utilizadas de forma "muito mais poderosa e irritante, com segurança jurídica" em comparação às medidas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), que foram invalidadas por 6 votos a 3.

A decisão da Suprema Corte concluiu que a IEEPA não autoriza o presidente a impor tarifas, reforçando que a Constituição atribui ao Congresso o poder de instituir tributos. O julgamento colocou em xeque mais de US$ 133 bilhões já arrecadados com as medidas.

Na mesma publicação, Trump voltou a criticar o tribunal e mencionou a 14ª Emenda, adotada após a Guerra Civil, que garante cidadania a todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, além de assegurar igualdade de proteção das leis. Ele afirmou que a emenda foi escrita para proteger os "bebês de escravos" e que isso estaria comprovado pelo "MOMENTO EXATO" de sua elaboração, apresentação e ratificação, que "coincidiu perfeitamente com o FIM DA GUERRA CIVIL". Segundo Trump, a Corte ainda poderá decidir "a favor da China" em temas como cidadania por nascimento, sem fornecer detalhes. "Deixem que nossa suprema corte continue tomando decisões tão ruins e prejudiciais ao futuro da nossa Nação - eu tenho um trabalho a fazer", concluiu.