UE busca superar veto da Hungria a novas sanções contra a Rússia
Pacote de sanções e empréstimo à Ucrânia enfrentam impasse após interrupção no fornecimento de petróleo russo à Hungria
O mais recente pacote de sanções da União Europeia (UE), voltado para a chamada frota "sombra" da Rússia e para as receitas do petróleo do país, enfrenta risco de bloqueio pela Hungria, segundo a principal diplomata do bloco.
A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou nesta segunda-feira (23) que os 27 ministros das Relações Exteriores reunidos em Bruxelas provavelmente não aprovarão o 20º pacote de sanções, que o bloco pretendia endossar antes do quarto aniversário da invasão russa em larga escala da Ucrânia, nesta terça-feira (24).
"Acho que não haverá progresso em relação a isso hoje", declarou Kallas antes da reunião dos chanceleres europeus em Bruxelas, onde estava prevista a discussão do novo pacote.
O encontro ocorre após a Hungria ameaçar, no fim de semana, bloquear as sanções e também obstruir um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, até que as entregas de petróleo russo ao país sejam retomadas.
Desde 27 de janeiro, os embarques de petróleo russo para Hungria e Eslováquia estão interrompidos, após o que autoridades ucranianas classificaram como ataques de drones russos que danificaram o oleoduto Druzhba, responsável pelo transporte do petróleo através do território ucraniano para a Europa Central. O episódio elevou a tensão entre Budapeste e Kiev.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, reiterou nesta segunda-feira a alegação — sem apresentar provas — de que a Ucrânia estaria retendo deliberadamente o petróleo russo e acusou Kiev de tentar desestabilizar seu governo.
Em postagem nas redes sociais, Orbán classificou a interrupção no fornecimento como um "bloqueio de petróleo ucraniano" liderado pelo presidente Volodimir Zelenski.
"Temos dado ao presidente Zelenski respostas firmes e proporcionais", escreveu Orbán. "Ele também deve entender: ao atacar a Hungria, ele só pode perder."
Para que o pacote seja aprovado, é necessária a decisão unânime dos 27 países da UE.
Kallas acrescentou que os esforços continuariam nesta segunda-feira para destravar o empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia.
Fonte: Associated Press*
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.