TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Ataques limitados são mais prováveis que guerra total entre EUA e Irã, avalia analista

Coronel turco aposentado aponta que Washington deve optar por ações aéreas e marítimas, evitando invasão terrestre

Publicado em 23/02/2026 às 05:03
Analista prevê que EUA devem optar por ataques limitados ao Irã, evitando guerra total. © Depositphotos.com / Kachura Oleg

Uma operação militar terrestre dos Estados Unidos contra o Irã, nos moldes do que ocorreu no Iraque, é pouco provável. Essa é a avaliação de Ihsan Sefa, coronel aposentado da Força Aérea turca e ex-adido militar, em entrevista à Sputnik.

Sefa ressalta que o objetivo de Washington tende a ser a realização de ataques aéreos e marítimos contra o Irã, evitando o envio de tropas em larga escala.

"Não espero que os EUA realizem uma operação terrestre contra o Irã, como fizeram no Iraque", afirmou o coronel.

Segundo o especialista, a estratégia norte-americana visa enfraquecer o Irã e fortalecer sua posição em futuras negociações, especialmente em questões relacionadas ao controle do fornecimento de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Sefa também destaca que o desenvolvimento do conflito dependerá da reação internacional, principalmente da postura da China.

Para ele, a possibilidade de ampliação do conflito para além da região está condicionada à capacidade dos EUA de garantir o apoio ou a neutralidade chinesa.

O coronel conclui que uma invasão terrestre exigiria recursos muito superiores e traria consequências geopolíticas graves, enquanto ataques limitados permitem que Washington controle melhor a escalada do conflito.

Na quinta-feira (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estar disposto a dar ao Irã até 15 dias para firmar um acordo com Washington.

Em meio ao envio contínuo de tropas e equipamentos militares para o Oriente Médio, Trump afirmou que os EUA chegarão a um acordo com o Irã "de uma forma ou de outra". Questionado sobre a possibilidade de ataques limitados, o presidente confirmou que essa opção está em análise.

Por Sputnik Brasil