DEFESA MILITAR

Enxame de drones iranianos pode comprometer defesa antiaérea de porta-aviões dos EUA, aponta mídia

Especialistas destacam vulnerabilidade do USS Abraham Lincoln diante de ataques coordenados com múltiplos drones

Por Sputinik Brasil Publicado em 22/02/2026 às 11:48
Porta-aviões USS Abraham Lincoln enfrenta desafios contra enxames de drones iranianos, segundo especialistas. © AP Photo / Exército do Irã

O porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln conta com um avançado escudo de defesa multicamadas, formado por caças F-35C, sistemas de interferência eletrônica e mísseis automatizados. Embora eficiente contra ameaças isoladas, esse sistema apresenta uma vulnerabilidade significativa diante de enxames de drones iranianos, segundo reportagem da emissora indiana WION.

De acordo com a emissora, o avião E-2D Hawkeye atua como sentinela aérea do porta-aviões, rastreando o horizonte para detectar a aproximação de pequenos drones voando em baixa altitude, antes que se tornem uma ameaça real.

Já os caças furtivos F-35C compõem a primeira camada de defesa cinética, sendo capazes de interceptar e abater drones de asa fixa.

"O USS Abraham Lincoln utiliza um escudo multicamadas composto por caças F-35C, interferência eletrônica e sistemas automatizados de mísseis para destruir drones", destaca a publicação.

No entanto, apesar do aparato tecnológico, a matéria ressalta que o porta-aviões possui um ponto fraco.

O sistema é eficiente contra ataques individuais, mas grandes enxames de drones iranianos permanecem como uma vulnerabilidade crítica, podendo sobrecarregar as defesas do navio.

Especialistas ouvidos pela emissora alertam que uma ofensiva massiva com drones poderia esgotar rapidamente os estoques de mísseis interceptadores do USS Abraham Lincoln, comprometendo a proteção da embarcação.

Em 26 de janeiro, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou o envio do grupo de ataque liderado pelo USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio, com o objetivo de reforçar a segurança e a estabilidade na região.

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, já declarou que Washington precisaria posicionar um segundo porta-aviões no Oriente Médio caso não fosse possível chegar a um acordo com o Irã.