Israel bombardeia centros de comando do Hezbollah e deixa mortos no leste do Líbano
Ataques aéreos atingem região de Rayak e Baalbek, matando líderes do Hezbollah e elevando tensão regional
Aviões de guerra israelenses realizaram ataques aéreos no leste do Líbano, matando oito membros do Hezbollah, incluindo lideranças locais, segundo informaram dois representantes do grupo neste sábado, 21. O Ministério da Saúde do Líbano confirmou dez mortos — sem detalhar se eram combatentes ou civis — e 24 feridos, entre eles três crianças. Os ataques ocorreram próximo à aldeia de Rayak, no nordeste do país, na noite de sexta-feira.
De acordo com o exército de Israel, os alvos eram integrantes da unidade de mísseis do Hezbollah, localizados em três centros de comando na região de Baalbek. Segundo comunicado militar, os militantes foram "eliminados" enquanto atuavam para reforçar a prontidão e planejar novos ataques contra Israel. Entre os mortos identificados pelo Hezbollah estão os comandantes locais Ali al-Moussawi, Mohammed al-Moussawi e Hussein Yaghi, este último filho de um dos fundadores do grupo e aliado de Hassan Nasrallah.
O confronto entre Israel e Hezbollah se agravou em setembro de 2024, após meses de trocas de disparos motivadas pelo apoio do grupo libanês ao Hamas. Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos ter sido firmado dois meses depois, Israel continua acusando o Hezbollah de tentar se reestruturar e mantém ataques frequentes a instalações do grupo. O Hezbollah, por sua vez, reivindicou ataques contra Israel mesmo após a trégua.
O episódio ocorre em meio a um cenário de tensão crescente na região. O governo dos Estados Unidos já sinalizou a possibilidade de atacar o Irã caso as negociações sobre o programa nuclear de Teerã fracassem. O Irã é o principal apoiador tanto do Hezbollah quanto do Hamas no Oriente Médio.