EUA rejeitam PIB global fraco e buscam aliança no G20 para impulsionar políticas
Secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirma que país trabalhará com aliados para destravar potencial econômico, sem abrir mão da prioridade nacional.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta sexta-feira (20) que o país se opõe à ideia de um enfraquecimento do Produto Interno Bruto (PIB) global e pretende colaborar com aliados para desenvolver políticas que estimulem a atividade econômica. A declaração foi feita durante evento do Clube Econômico de Dallas.
Bessent ressaltou, porém, que esse avanço não ocorrerá em detrimento do desempenho dos EUA, reiterando o compromisso do governo Trump com a segurança econômica e a política do 'América Primeiro'.
Segundo o secretário, a economia global vive uma era de transformação acelerada, impulsionada por avanços em inteligência artificial (IA), computação quântica e manufatura avançada. "Os países que adotarem essas tecnologias vão moldar a próxima era de crescimento, e o mundo espera que a América lidere, como sempre fizemos", afirmou.
Com a presidência rotativa do G20, Bessent destacou que os EUA pretendem trabalhar em conjunto com aliados como Reino Unido, Japão e União Europeia para criar novas políticas regulatórias que assegurem o crescimento econômico global. "Vamos promover uma agenda de desregulação e mostrar como a falta de adoção de tecnologias que impulsionam a produtividade é prejudicial", declarou. "Apoiaremos países que compartilhem desses objetivos."
Bessent também defendeu a regulação do setor de criptomoedas, citando o GENIUS Act, que oferece ao Tesouro ferramentas para garantir transparência e confiança no setor nos EUA. "Um mercado de stablecoins atrelado ao dólar e bem regulado pode reforçar o papel global do dólar americano, ampliando seus efeitos para sistemas emergentes de pagamento digital", completou.