TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Cinco sinais de que os EUA podem atacar o Irã a qualquer momento

Movimentações militares, ultimatos e impasse diplomático elevam risco de conflito na região

Publicado em 20/02/2026 às 08:45
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã aumentou significativamente nas últimas semanas, impulsionada por ultimatos públicos, reforço militar e negociações nucleares travadas. Embora Washington ainda não tenha anunciado uma ofensiva, sinais vindos da Casa Branca e do Pentágono mostram que os EUA estão criando o ambiente político e estratégico necessário para agir rapidamente contra o Irã, caso considerem que a via diplomática se esgotou.

Confira os principais indícios:

Prazo público imposto por Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o Irã tem de 10 a 15 dias para fechar um acordo nuclear “significativo”. Ele alertou que, caso contrário, “coisas ruins acontecem”. A imposição desse prazo explícito intensifica a pressão diplomática e sugere que medidas mais duras estão sob avaliação.

Reforço militar americano na região

Os Estados Unidos enviaram reforços ao Oriente Médio, incluindo um segundo porta-aviões e aeronaves adicionais. O aumento da presença de forças navais amplia a prontidão operacional dos EUA na área.

Mobilização estratégica no Mediterrâneo

O deslocamento do porta-aviões USS Gerald R. Ford para a entrada do Mar Mediterrâneo expande o alcance militar americano na região, reforçando a capacidade de resposta rápida diante de qualquer escalada.

Alertas sobre preparação de forças até março

Autoridades americanas informaram que altos funcionários de segurança nacional já foram avisados de que as forças necessárias para uma eventual ação militar podem estar totalmente mobilizadas até meados de março.

Escalada retórica e militar do Irã

O Irã realizou exercícios militares com munição real no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global de petróleo, e enviou carta ao Conselho de Segurança da ONU afirmando que responderá “de forma decisiva e proporcional” a qualquer agressão.

O cenário é delicado também para Teerã, que enfrenta desgaste interno após ataques israelenses e americanos a instalações nucleares e militares no último ano, além de novos protestos reprimidos com violência. No campo externo, o Irã mantém exercícios conjuntos com a Rússia e resiste às exigências dos EUA e de Israel para limitar o programa nuclear, o desenvolvimento de mísseis e os laços com grupos armados na região.

(Fonte: Associated Press)