EUA acusam China de realizar teste nuclear em 2020; Pequim nega envolvimento
Autoridades americanas atribuem sinal sísmico a explosão nuclear chinesa, mas especialistas apontam falta de provas técnicas.
Os Estados Unidos acusaram a China de ter conduzido um teste nuclear em 2020, segundo informações da agência RFI. De acordo com o governo americano, um sinal sísmico foi detectado nas proximidades do sítio de Lop Nur, no oeste da China, sugerindo uma explosão nuclear de baixa intensidade.
Autoridades americanas consultadas pela agência afirmam que o registro indica um teste deliberado e realizado de maneira discreta, com o intuito de burlar os sistemas internacionais de monitoramento. Para elas, o sinal não corresponde a características típicas de terremotos ou atividades de mineração.
O governo chinês negou as acusações, alegando que Washington estaria distorcendo os fatos para justificar sua própria estratégia nuclear, conforme informou a RFI.
Especialistas citados pela agência ressaltam, contudo, que os dados disponíveis não são suficientes para comprovar a realização do teste, já que os sinais detectados são fracos e carecem de evidências técnicas conclusivas.
A acusação ocorre em um momento delicado, após o último tratado de armas nucleares entre Rússia e Estados Unidos expirar no início de fevereiro, eliminando, pela primeira vez em mais de meio século, qualquer limite para os dois maiores arsenais atômicos do mundo.
O acordo restringia o número de ogivas nucleares de longo alcance dos dois países. Para especialistas, o fim do pacto pode desencadear uma nova corrida armamentista nuclear.