Ex-presidente sul-coreano é condenado à prisão perpétua
Yoon Suk-yeol recebeu sentença máxima após liderar motim e impor lei marcial sem respaldo constitucional.
O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol foi condenado à prisão perpétua após ser acusado de liderar um motim e impor lei marcial em violação à Constituição, em dezembro de 2024.
A sentença foi anunciada nesta quinta-feira (19), quando o tribunal reconheceu sua participação em um plano de conspiração com o então ministro da Defesa e outras autoridades para instaurar o estado de exceção sem justificativa legal.
Yoon Suk-yeol, acusado de abuso de poder e insurreição, entregou-se às autoridades em 14 de janeiro de 2025. Inicialmente, a execução da ordem judicial foi novamente frustrada devido a um impasse entre forças policiais, equipe de segurança presidencial e apoiadores reunidos em frente à residência oficial.
Em 3 de dezembro de 2024, Yoon decretou lei marcial alegando a necessidade de "erradicar forças pró-Coreia do Norte e proteger a ordem constitucional". No entanto, o Parlamento revogou a medida no mesmo dia. Poucos dias depois, os deputados aprovaram o impeachment do presidente e, ao final do mês, também do primeiro-ministro Han Duck-soo, que ocupava interinamente a Presidência.