SAÚDE

Início da vida escolar exige atenção redobrada com a saúde respiratória das crianças

Pneumologista pediátrica destaca que cuidados podem ser tomados para reduzir impacto das infecções

Publicado em 21/01/2026 às 09:39

O início da vida escolar representa uma etapa fundamental no desenvolvimento infantil, mas também marca um período de maior exposição a vírus e bactérias, o que pode aumentar a incidência de doenças respiratórias entre as crianças, especialmente, nos primeiros meses de adaptação.

De acordo com a pneumologista pediátrica Rita Silva, o primeiro contato com a escola ou creche costuma resultar em um aumento de infecções respiratórias, algo considerado esperado dentro do desenvolvimento do sistema imunológico infantil.

“A escola é um ambiente de intensa convivência. As crianças passam a compartilhar espaços, brinquedos e ficam mais próximas umas das outras, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios”, explica a especialista.

Entre as doenças mais comuns nesse período estão resfriados, gripes, bronquiolite, rinite, sinusite e crises de asma. Segundo a médica, o sistema imunológico das crianças ainda está em formação, o que justifica a maior frequência desses quadros no primeiro ano de vida escolar.

“Não significa que a criança tenha imunidade baixa. Esse contato inicial com novos agentes infecciosos é parte do processo de amadurecimento do organismo”, ressalta Rita Silva.

Cuidados necessários

Embora não seja possível evitar completamente as doenças respiratórias, a pneumologista destaca que algumas medidas simples ajudam a reduzir a frequência e a gravidade dos quadros, como manter o calendário vacinal atualizado, incentivar a higiene das mãos, garantir boa hidratação, alimentação equilibrada, ambientes ventilados e evitar exposição à fumaça de cigarro.

Vivência familiar reforça a prevenção

A jornalista Andreza Mallmann vivencia novamente esse momento com os filhos. O mais velho, de 4 anos, já frequenta a escola, e agora o caçula, de 2 anos, terá seu primeiro contato com o ambiente escolar.
“Com o meu filho mais velho, percebi que ele ficou mais resfriado no primeiro ano de escola. Agora, com o mais novo, apesar de manter as vacinas em dia, a preocupação é saber o que mais pode ser feito para tornar essa fase mais tranquila”, relata.

Segundo a pneumologista, é fundamental que pais e responsáveis estejam atentos a sinais persistentes, como tosse contínua, chiado no peito, respiração acelerada ou cansaço excessivo, buscando avaliação médica sempre que necessário.

“Com informação, prevenção e acompanhamento adequado, é possível reduzir o impacto das doenças respiratórias sem comprometer a experiência escolar da criança”, conclui Rita Silva.

Gratta Comunicação