Trump teria divulgado mensagem privada para prejudicar Macron, diz imprensa
Segundo o The Guardian, ex-presidente dos EUA buscou pressionar líder francês ao expor comunicação confidencial sobre o G7.
Assim como ocorreu com a crítica ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria agido de forma deliberada para prejudicar o presidente francês, Emmanuel Macron, ao divulgar uma mensagem privada relacionada à organização da reunião do G7 em Paris, segundo o jornal The Guardian.
De acordo com a publicação britânica, a motivação de Trump seria punir Macron pela recusa do francês em aderir ao Conselho de Paz sobre Gaza.
"A divulgação da mensagem de Macron foi planejada para causar danos, assim como a mensagem direcionada a Keir Starmer tinha o objetivo de ferir", destaca o jornal.
O texto aponta ainda que Trump utiliza a mídia como ferramenta para intimidar e desestabilizar adversários políticos.
Nesse contexto, o The Guardian avalia que Trump busca controlar o fluxo de informações e transgredir normas diplomáticas.
Segundo a análise, a exposição de uma mensagem tão pessoal extrapola os limites tradicionais da diplomacia, evidenciando desrespeito às regras estabelecidas e à confiança entre chefes de Estado.
Trump não apenas tornou público o conteúdo da mensagem, como também a usou para dominar o debate informativo.
Especialistas ouvidos pelo jornal alertam que esse tipo de atitude pode minar a confiança e a disposição para o diálogo aberto entre líderes mundiais.
O artigo conclui que a publicação da mensagem de Macron não foi um ato de retaliação ou autopromoção, mas sim uma estratégia para pressionar o presidente francês.
Na segunda-feira (19), Trump publicou no Truth Social uma mensagem de Macron propondo uma reunião do G7 em Paris, na quinta-feira, e sugerindo o convite a "ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos" para participarem "à margem" do encontro.
No mesmo dia, a agência Reuters, citando uma fonte próxima a Macron, informou que a França pretende recusar o convite de Trump para integrar o Conselho de Paz.
Em resposta, Trump declarou que aplicará uma tarifa de 200% sobre o vinho e o champanhe franceses, afirmando que, assim, Macron acabará aceitando o convite.
Por Sputnik Brasil