Bolsas asiáticas fecham sem direção única; Vanke avança em Hong Kong após acordo de dívida
Mercados da Ásia registram movimentos mistos em meio a tensões geopolíticas e novidades corporativas.
As bolsas da Ásia encerraram o pregão desta quarta-feira, 21, sem direção definida. O mercado de Tóquio registrou queda, influenciado pelos desdobramentos no mercado de títulos e pelo ambiente geopolítico instável, especialmente diante das expectativas em torno do discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, em Davos, após recentes provocações sobre a Groenlândia.
O índice japonês Nikkei recuou 0,41%, fechando aos 52.774,64 pontos. Os rendimentos dos títulos do governo japonês de longo prazo caíram após um salto na sessão anterior. A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmou à Bloomberg TV que o governo adotou medidas para garantir a estabilidade do mercado. "Não se preocupem", declarou.
Na China, o índice Xangai Composto registrou leve alta de 0,1%, aos 4.116,94 pontos, enquanto o Shenzhen Composto avançou 0,6%, para 2.694,89 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,4%, alcançando 26.585,06 pontos. As ações da China Vanke saltaram 5,8% após a incorporadora anunciar um acordo com detentores de títulos para adiar o pagamento de uma dívida vencida. Segundo comunicado enviado às bolsas de Hong Kong e Shenzhen, 92% dos detentores aprovaram a prorrogação do pagamento de um título denominado em yuan.
A TCL Electronics teve valorização de 14,8% em Hong Kong, após anunciar um acordo com a Sony para administrar a divisão de TVs do conglomerado japonês.
Em Taiwan, o índice Taiex despencou 1,6%, fechando em 31.246,37 pontos. As ações da Powerchip e da Nanya recuaram 8,2% cada.
O Kospi, em Seul, retomou a trajetória de alta e subiu 0,5%, encerrando a 4.909,93 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana teve desempenho negativo, com o S&P/ASX 200 caindo 0,37%, para 8.782,90 pontos.
Com informações da Dow Jones Newswires.