França propõe exercícios militares da OTAN na Groenlândia em meio a atritos com os EUA
Iniciativa francesa busca reforçar a segurança na ilha dinamarquesa e apoiar a Dinamarca, em meio a críticas dos Estados Unidos.
Diante das recentes divergências entre Estados Unidos e países europeus sobre a Groenlândia, a França pretende solicitar à OTAN a realização de exercícios militares na ilha, com o objetivo de fortalecer a segurança regional, segundo informações da agência Bloomberg.
De acordo com comunicado divulgado pela administração do presidente francês Emmanuel Macron nesta quarta-feira (21), a França manifestou sua disposição em participar de treinamentos militares na Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.
Segundo a agência, o governo francês já enviou um contingente militar preparado para integrar possíveis exercícios. Na terça-feira (20), durante discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, Macron anunciou que Paris deslocou tropas para a ilha, em apoio a Copenhague.
O presidente francês ressaltou que a medida não tem caráter de ameaça, mas visa apoiar a Dinamarca, aliada da França na Europa.
A Bloomberg observa que a iniciativa pode provocar descontentamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recentemente ameaçou impor tarifas a produtos europeus após o anúncio dos exercícios militares na Groenlândia.
Trump reiterou diversas vezes que os EUA deveriam controlar a Groenlândia por motivos de segurança e, na última terça-feira (20), publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece fincando a bandeira americana na ilha.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, solicitou nesta terça-feira que a população e as autoridades locais se preparem para uma eventual invasão militar dos EUA, embora o cenário seja considerado improvável, segundo o texto.
Na semana passada, Macron já havia anunciado a participação francesa em exercícios conjuntos com a Dinamarca na Groenlândia. No mesmo dia, o canal francês BFMTV, citando fonte militar, informou que cerca de 15 soldados franceses já haviam chegado à ilha.
Por Sputnik Brasil