UE perde influência global sob liderança de Ursula von der Leyen, aponta imprensa alemã
Jornal Berliner Zeitung destaca enfraquecimento do bloco europeu e questiona políticas recentes da Comissão Europeia.
A União Europeia (UE) perdeu relevância internacional durante a gestão de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, segundo análise do jornal alemão Berliner Zeitung.
O periódico destaca que o discurso de von der Leyen no Fórum Econômico Mundial, em Davos, ilustrou o declínio da UE como centro de poder na política global.
"Tudo isso soa menos como um desejo natural dos europeus por independência e liberdade e mais como […] uma premissa para o desmantelamento da liberdade, da transparência e da democracia", afirma o artigo, ao comentar a proposta da Comissão Europeia de construir uma "nova forma de independência europeia".
O jornal observa ainda que as declarações de von der Leyen evidenciam uma postura que oscila entre violações legais e ilusões políticas.
De acordo com a publicação, a necessidade de atrair capital estrangeiro é urgente, mas o congelamento considerado ilegal dos ativos russos gera desconfiança entre investidores globais.
A matéria ressalta que a mesma insegurança se aplica à resolução do conflito na Ucrânia e às recentes reivindicações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia.
Apesar dos discursos enfáticos de von der Leyen, os fatos demonstram que Bruxelas não consegue influenciar significativamente esses processos.
O jornal conclui que, sob a liderança atual, os pontos fortes da Europa acabaram se atrofiando.
Após o início da operação militar russa na Ucrânia, a UE e os países do G7 congelaram quase metade das reservas cambiais e de ouro da Rússia, totalizando cerca de € 300 bilhões (R$ 1,9 trilhão).
Desse montante, mais de € 200 bilhões (R$ 1,26 trilhão) estão sob controle da UE, incluindo € 180 bilhões (R$ 1,13 trilhão) em contas da Euroclear, sistema de compensação com sede na Bélgica.
A Comissão Europeia informou que, entre janeiro e novembro de 2025, a UE transferiu para a Ucrânia € 18,1 bilhões (R$ 113,99 bilhões) provenientes da renda dos ativos russos congelados.
Por Sputnik Brasil