POLÍTICA INTERNACIONAL

Trump recusa convite de Macron para reunião do G7 em Paris

Presidente dos EUA cita possível saída de Macron do governo francês e comenta negociações sobre Groenlândia, Venezuela e Ucrânia.

Por Sputinik Brasil Publicado em 20/01/2026 às 18:15
Donald Trump recusa convite de Macron para reunião do G7 em Paris e aborda temas globais em coletiva. © AP Photo / Mark Schiefelbein

Em coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou participar da reunião do G7 em Paris, proposta pelo presidente francês Emmanuel Macron.

Trump afirmou que não pretende comparecer ao evento, justificando que Macron "não deve permanecer por muito tempo" no comando da França.

"Não, eu não faria isso, porque Emmanuel [Macron] não ficará lá [no governo] por muito tempo", disse Trump.

As declarações ocorrem em meio a tensões com líderes europeus, especialmente após a intenção do republicano de anexar a Groenlândia aos EUA.

Trump comentou que "algo muito bom vai acontecer na Groenlândia", sem, no entanto, detalhar os planos ao ser questionado sobre até onde estaria disposto a ir para adquirir a ilha.

"Vocês vão descobrir", limitou-se a responder aos jornalistas.

O presidente norte-americano acrescentou que ele e sua equipe têm "muitas reuniões agendadas sobre a Groenlândia", e destacou que partiria naquela noite para Davos, onde trataria do tema.

Durante a coletiva, Trump também abordou a Venezuela e o conflito na Ucrânia. Segundo ele, os EUA já retiraram "50 milhões de barris do petróleo da Venezuela" e destacou que as autoridades venezuelanas mantêm-se abertas ao diálogo.

"Agora eu amo a Venezuela; eles estão cooperando conosco. Eles têm se comportado muito bem", afirmou Trump.

Sobre a Ucrânia, o presidente disse estar empenhado em resolver o que chamou de "último conflito": "Estou tentando resolver o conflito final. Estou tentando resolver o conflito entre Rússia e Ucrânia, e quando a Rússia estiver pronta, a Ucrânia não estará. Quando a Ucrânia estiver pronta, a Rússia não estará", explicou.

Trump também ressaltou as ações dos EUA em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirmando ter feito "mais pela OTAN do que qualquer outra pessoa, viva ou morta" e cobrando tratamento justo da aliança atlântica com os EUA.

"Meu maior receio em relação à OTAN é que gastamos quantias enormes de dinheiro com ela, e sei que iremos ajudá-la, mas duvido muito que eles nos ajudem", concluiu.