MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em alta com tensões na Groenlândia e dólar mais fraco

Ameaças tarifárias dos EUA e instabilidade geopolítica impulsionam preços do petróleo, enquanto dólar enfraquecido favorece demanda.

Publicado em 20/01/2026 às 17:23
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O petróleo encerrou o pregão desta terça-feira, 20, em alta, impulsionado por tensões geopolíticas envolvendo a Groenlândia e pelo enfraquecimento do dólar frente a outras moedas.

A valorização da commodity ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas a países europeus que se opõem à sua iniciativa de adquirir a Groenlândia. O dólar mais fraco também contribuiu para o aumento dos preços, ao tornar o petróleo mais acessível para compradores internacionais.

No fechamento, o petróleo WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), subiu 1,71% (US$ 1,02), cotado a US$ 60,36 o barril. Já o Brent para março, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,53% (US$ 0,98), fechando a US$ 64,92 o barril.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, classificou as tarifas anunciadas por Trump como "chantagem" e alertou que a população e as autoridades locais devem se preparar para uma possível invasão militar.

Trump declarou nesta semana que pretende impor tarifas a oito países europeus a partir de fevereiro, podendo chegar a 25% em junho, caso o impasse sobre a Groenlândia persista.

Em Davos, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que não há reunião do G7 prevista para quinta-feira. Na segunda-feira, Trump divulgou mensagens privadas com Macron em que o líder francês sugeria o encontro.

Parlamentares e autoridades alemãs discutem a criação de um imposto digital sobre empresas de tecnologia dos EUA, em resposta às ameaças tarifárias de Trump relacionadas à Groenlândia. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que Washington poderá ampliar as tarifas caso haja retaliação europeia.

No cenário geopolítico, a Rússia voltou a atacar a infraestrutura energética da Ucrânia, interrompendo o fornecimento externo de energia à usina nuclear de Chernobyl.

Segundo análise do ING, a queda do dólar também favoreceu os preços do petróleo, pois a moeda americana mais fraca tende a estimular a demanda global pela commodity.