Diretora-geral do FMI alerta para impacto da IA em empregos nas economias globais
Kristalina Georgieva destaca desigualdade no preparo de países para lidar com a inteligência artificial durante painel em Davos
Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), alertou que 60% dos empregos em economias avançadas já são influenciados pela inteligência artificial (IA), enquanto esse percentual cai para cerca de 25% nas economias emergentes. A declaração foi feita nesta terça-feira (20), durante painel no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Segundo a dirigente, a média global de empregos afetados pela tecnologia chega a 40%.
Georgieva ressaltou ainda que países de baixa e média renda estão muito atrás em quatro aspectos fundamentais para o preparo diante da IA: infraestrutura física, habilidades do mercado de trabalho, regulamentação e ética, e difusão — ou seja, o impacto real da IA na economia.
“Sem surpresas, no topo, temos um grupo muito pequeno, sendo o 'Top 3' com os EUA, Dinamarca e Singapura. No entanto, até nos países mais bem preparados, não acho que estamos preparados o bastante”, afirmou Georgieva.