MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em queda com impacto de tarifas dos EUA e tensões no Oriente Médio

Cotações recuam diante de novas tarifas americanas à Europa, preocupações sobre a Groenlândia e instabilidade geopolítica.

Publicado em 19/01/2026 às 16:16
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O mercado de petróleo encerrou o pregão desta segunda-feira, 15, em queda, pressionado por novas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela imposição de tarifas dos Estados Unidos à União Europeia, em meio à disputa envolvendo a Groenlândia. O volume de negociações também foi afetado pela liquidez reduzida devido ao feriado nos EUA, que manteve os mercados locais fechados.

Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para março recuou 0,3% (US$ 0,19), fechando a US$ 63,94 por barril. Já o WTI para março registrava leve alta de 0,07%, cotado a US$ 59,38 por barril por volta das 15h28 (horário de Brasília), durante o pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Durante o fim de semana e nesta segunda-feira, líderes europeus reiteraram a importância da segurança do Ártico e da Groenlândia, além de criticarem as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a vários países do continente. O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que a União Europeia pode reagir às "tarifas irracionais dos Estados Unidos".

Segundo Christopher Tahir, da Exness, as novas taxas podem afetar as expectativas de crescimento global e minar a confiança na demanda por petróleo bruto. Além disso, o alívio das preocupações com a oferta de curto prazo do Irã contribuiu para a queda dos preços, após relatos de que as ações dos EUA na região foram suspensas.

Apesar disso, conforme reporta o Jerusalem Post, as Forças Armadas americanas continuam reforçando sua presença no Oriente Médio, diante da possibilidade de o presidente Trump ordenar um ataque ao Irã. Mais de 12 caças F-15 chegaram à Jordânia nas últimas 24 horas.

No radar, Israel lançou uma ofensiva de grande escala em Hebron, no sul da Cisjordânia, com o objetivo de "frustrar a infraestrutura terrorista" e apreender armas na área de Jebel Johar. O exército israelense alertou que a operação deve prosseguir por "vários dias".

Com informações da Dow Jones Newswires