ECONOMIA E POLÍTICA

Haddad afirma que Galípolo herdou problema do Master e elogia atuação

Ministro da Fazenda destaca competência do presidente do BC ao resolver impasse do Banco Master e aponta tentativas de sabotagem da gestão anterior.

Publicado em 19/01/2026 às 12:31
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19) que o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, herdou o problema envolvendo o Banco Master da gestão de Roberto Campos Neto. Segundo Haddad, a administração anterior buscava sabotar o atual governo. A declaração foi feita em entrevista ao vivo ao portal UOL, em São Paulo.

Haddad ressaltou que convidaria novamente Galípolo para integrar o Ministério da Fazenda e indicaria seu nome mais uma vez para o comando do BC. “Ele resolveu o problema do Banco Master com grande competência”, destacou o ministro.

“Acredito que Galípolo herdou um problema que é o Banco Master, todo ele constituído na gestão anterior. O Banco Master não cresceu na gestão atual. Mas, neste ano, Galípolo descascou o abacaxi”, afirmou Haddad.

O ministro também sugeriu que as críticas da oposição podem estar relacionadas a possíveis vínculos com pessoas influentes contrárias ao governo. “Por que a oposição está fazendo isso? Está com medo do quê? O que eles temem na fiscalização? Pelo jeito, tem muita gente preocupada com o que estamos fazendo”, completou.

Haddad ainda declarou que a desancoragem das expectativas econômicas foi, em grande parte, alimentada pela gestão de Campos Neto e que a transição entre governos “não foi normal”. Para ele, o governo anterior trabalhou para sabotar a atual administração. “Não foi uma transição normal. Vamos lembrar que é a primeira vez que temos um presidente do BC nomeado pelo governo anterior, que queria sabotar esse governo. Trabalhou para sabotar o tempo inteiro”, afirmou.

Por fim, o ministro comentou que, quando questionado, opina sobre a taxa Selic e acredita haver espaço para a redução dos juros, percepção compartilhada pelo próprio mercado.