Hubble registra jato estelar recorde lançado por protoestrela 20 vezes maior que o Sol
Fenômeno atinge velocidade de 3,5 milhões de km/h e se estende por 32 anos-luz, iluminando nuvens interestelares
Uma protoestrela 20 vezes maior que o Sol lançou o jato mais rápido e extenso já registrado, atingindo 3,5 milhões de km/h ao longo de 32 anos-luz e incendiando nuvens interestelares.
Segundo informações do portal Space, astrônomos utilizaram o Telescópio Espacial Hubble para observar uma estrela jovem e massiva emitindo um jato estelar de velocidade inédita, capaz de aquecer e iluminar as nuvens ao redor. Trata-se do fluxo de saída mais veloz já registrado em uma protoestrela.
Além da velocidade impressionante, este jato é também o mais longo já observado, estendendo-se por 32 anos-luz — de oito a dez vezes o tamanho de todo o Sistema Solar. A magnitude e a rapidez do fenômeno tornam-no um caso excepcional no campo da formação estelar.

A imagem capturada destaca os objetos Herbig-Haro HH 80 e HH 81, que brilham em tons de verde e rosa. Eles são iluminados pela protoestrela IRAS 18162-2048, localizada a 5.500 anos-luz da Terra e considerada a mais massiva da nuvem molecular L291.
Protoestrelas como essa crescem ao acumular gás de um disco de acreção, formado pelo material ao redor que mantém seu momento angular e não cai diretamente sobre o astro em formação. Esse disco funciona como uma fonte contínua de alimentação para a estrela.
Campos magnéticos intensos canalizam parte desse material para os polos da estrela, acelerando o plasma e expulsando-o em jatos de alta velocidade — processo comum, mas raramente observado em estrelas tão massivas.
Os objetos Herbig-Haro (HH) se formam quando esses jatos colidem com gás previamente ejetado, gerando ondas de choque que aquecem o material e produzem o brilho intenso observado pelo Hubble. HH 80 e HH 81 se destacam por serem alimentados por uma estrela jovem de grande massa.
Observados desde 1995, esses objetos continuam revelando detalhes graças à sensibilidade da Câmera de Grande Angular 3 do Hubble, comprovando que, mesmo após 36 anos em operação, o telescópio segue fundamental para o estudo da formação estelar.
Com informações de Sputinik Brasil