JUSTIÇA INTERNACIONAL

Bayer comemora revisão da Suprema Corte dos EUA sobre litígio do herbicida Roundup

Decisão pode estabelecer prevalência de regras federais sobre leis estaduais em casos envolvendo pesticidas

Publicado em 19/01/2026 às 10:04
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Bayer considerou positiva a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de revisar o caso Durnell, um dos principais processos ligados ao herbicida Roundup. Segundo a empresa, o julgamento do mérito deve ocorrer até junho de 2026, quando termina a próxima sessão da Corte.

De acordo com comunicado, o caso chegou à Suprema Corte após pedido apresentado pela Monsanto em abril de 2025. O objetivo é esclarecer divergências entre tribunais sobre a aplicação da chamada preempção federal — ou seja, se regras federais prevalecem sobre leis estaduais em questões como rotulagem de pesticidas.

A Bayer afirma que um resultado favorável "ajudaria a conter de forma significativa" o volume de ações judiciais envolvendo o Roundup, dentro de uma "estratégia multifacetada" adotada pela companhia. A Bayer adquiriu a americana Monsanto em 2018.

No comunicado, o CEO da Bayer, Bill Anderson, destaca que "a decisão da Suprema Corte de aceitar o caso é uma boa notícia para os agricultores dos EUA, que precisam de clareza regulatória". Ele acrescenta: "É hora de o sistema jurídico americano estabelecer que empresas não devem ser punidas por leis estaduais quando cumprem exigências federais de rotulagem".

O texto também cita manifestação do procurador-geral americano John Sauer, favorável à análise do caso pela Suprema Corte. Segundo ele, manter a decisão do caso Durnell permitiria que júris "ignorassem decisões científicas especializadas" da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), que concluiu repetidamente que o glifosato "não é provavelmente carcinogênico em humanos".

Por fim, a Bayer ressalta que decisões divergentes entre tribunais federais e estaduais reforçam a necessidade de uma orientação clara da Suprema Corte sobre o tema.