Queda esperada da Selic reposiciona imóveis como alternativa estratégica de investimento
Juros em transição ampliam interesse por ativos reais com foco em renda e preservação de capital
Em meio às oscilações da economia e às incertezas que ainda marcam o cenário financeiro brasileiro, especialistas apontam que o investimento imobiliário segue consolidado como uma das alternativas mais seguras para quem busca proteção patrimonial, renda recorrente e valorização de longo prazo. A perspectiva de queda da taxa básica de juros a partir de 2026 reforça esse movimento e reacende o interesse de investidores atentos às oportunidades do setor.
Projeções recentes do mercado financeiro indicam que a Selic pode encerrar 2026 em torno de 12% ao ano, sinalizando o início de um ciclo de flexibilização monetária. Atualmente, a taxa é de 15%, de acordo com dados do Banco Central do Brasil. A mudança tende a impactar diretamente o crédito imobiliário, tornando o financiamento mais acessível e estimulando a retomada gradual do mercado.
De acordo com a especialista imobiliária da Remax Dominax, Érika Silva, a redução da Selic diminui o custo de captação dos bancos, amplia a oferta de crédito e melhora as condições de financiamento para compradores e investidores. “O efeito é duplo: de um lado, parcelas mais competitivas e maior facilidade de aprovação; de outro, um mercado mais aquecido, com aumento da demanda e potencial de valorização dos imóveis”, afirma.
A especialista analisa que estratégias como a compra de imóveis para locação ganham ainda mais relevância. “A renda mensal proveniente de aluguéis, aliada à valorização patrimonial ao longo do tempo, posiciona o imóvel como um ativo resiliente, especialmente em regiões com boa infraestrutura, crescimento urbano e alta procura habitacional”.
O desempenho do setor reforça essa leitura. Dados do Índice FipeZAP apontam que os imóveis residenciais registraram valorização real de 2% em 2025, acima da inflação do período. O resultado representa o segundo melhor desempenho dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, e consolida o imóvel como um ativo capaz de preservar e ampliar o patrimônio mesmo em cenários de juros elevados.
“O momento exige planejamento e visão estratégica por parte dos investidores. Imóveis bem localizados, com liquidez comprovada e inseridos em projetos com potencial de desenvolvimento urbano, tendem a apresentar desempenho consistente tanto na geração de renda quanto na valorização futura”, informa Érika.
Outro ponto de atenção é o comportamento do mercado diante da expectativa de juros menores. Historicamente, ciclos de queda da Selic impulsionam lançamentos imobiliários e elevam a procura por imóveis, o que pode pressionar os preços. Nesse cenário, investidores que se antecipam conseguem acessar melhores oportunidades antes da alta mais expressiva dos valores.
Para quem depende de financiamento, a especialista destaca que adquirir um imóvel antes da redução efetiva dos juros pode ser uma estratégia vantajosa. “Além de garantir preços atuais, existe a possibilidade de renegociação ou portabilidade do crédito no futuro, acompanhando a queda das taxas”, afirma.