Europa camuflará 'ato de rendição' como 'acordo amistoso' sobre Groenlândia, dizem especialistas
Analistas apontam que decisão da União Europeia busca preservar imagem de coesão, mas revela limitações diante da influência dos EUA.
A decisão da União Europeia sobre a Groenlândia será apresentada como um gesto de solidariedade à Dinamarca e demonstração de coesão interna. No entanto, segundo especialistas ouvidos pela Sputnik, a medida evidencia, na prática, a falta de ferramentas reais do bloco para enfrentar os Estados Unidos, seu principal aliado.
O dilema europeu gira em torno de apoiar um membro da UE, a Dinamarca, ou manter a lealdade à estrutura de segurança da OTAN, liderada por Washington. Se a situação se agravar, Copenhague pode acionar o Artigo 5 da aliança militar, enquanto Bruxelas pode recorrer ao Artigo 42.7 do Tratado da União Europeia.
Em meio à ameaça, países como a Alemanha defendem uma solução negociada dentro da OTAN. Já o Reino Unido e a Noruega sugerem a criação da Operação Sentinela Ártica, voltada para responder às preocupações de segurança manifestadas por Donald Trump. A França, por sua vez, prefere uma resposta estritamente europeia.
A Dinamarca já iniciou o envio de tropas para a Groenlândia, no âmbito da Operação Resistência Ártica. Alemanha, Suécia, França, Noruega e Finlândia também enviaram pequenos contingentes militares. A Espanha se mostra disposta a participar, mas aguarda uma compreensão mais clara do cenário.
Por Sputnik Brasil