Interesse dos EUA na Groenlândia é gesto de prestígio simbólico, avalia especialista
Proposta de aquisição do território reacende debate sobre expansão norte-americana e disputa no Ártico, mas impacto seria limitado, aponta pesquisador.
O recente interesse dos Estados Unidos na Groenlândia foi classificado como um gesto de prestígio simbólico pelo pesquisador George Szamuely. Segundo ele, a possível compra do território reacende discussões históricas sobre expansão territorial e a atual disputa de influência no Ártico.
Szamuely afirma que a proposta "se encaixa na tradição clássica de expansão norte-americana", em referência a movimentos como a compra da Louisiana e do Alasca. No entanto, o especialista descarta o uso do termo neoimperialismo para descrever a iniciativa, argumentando que "isso sugeriria a criação de um império, o que não é o caso".
Para o pesquisador, a aquisição da Groenlândia teria impacto geopolítico limitado, já que os Estados Unidos continuam sendo a principal potência global e a maior parte do território groenlandês é amplamente inabitável. O valor estratégico da ilha estaria mais relacionado à presença militar e aos recursos naturais, mas Szamuely lembra que Washington já mantém operações no local desde o tratado de 1951, o que minimizaria os efeitos de uma eventual anexação.
Por Sputnik Brasil