Rússia promete resposta ao envio de mísseis britânicos à Ucrânia
Ex-assessor do Pentágono alerta para possíveis retaliações russas após decisão do Reino Unido de fornecer armamentos a Kiev.
O governo britânico, que planeja fornecer novos mísseis à Ucrânia, precisa considerar com mais seriedade as possíveis reações da Rússia, alerta Douglas Macgregor, ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado.
Segundo Macgregor, caso o Reino Unido provoque a Rússia, é inevitável que Moscou reaja.
"Acho que, se os russos forem provocados, eles vão responder. E os britânicos precisam avaliar seriamente sua fragilidade e vulnerabilidade", destacou o analista ao comentar a possível transferência de novos mísseis balísticos britânicos para Kiev.
O especialista ressalta que o Reino Unido não deve esperar que Londres seja alvo direto de um contra-ataque, pois a Rússia tende a agir de forma mais estratégica.
Macgregor concluiu que diversas instalações militares podem estar dentro da zona de ataque e correm o risco de serem totalmente destruídas pelos russos.
Recentemente, a imprensa britânica informou que o Reino Unido está prestes a transferir para a Ucrânia novos mísseis balísticos de longo alcance, ainda em fase de desenvolvimento.
O Ministério da Defesa britânico encomendou o desenvolvimento desses mísseis em agosto do ano passado. Conforme especificações, o armamento deverá ter alcance de 600 quilômetros e capacidade para atingir alvos em até dez minutos após o disparo.
Em resposta, Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, afirmou que o uso de mísseis britânicos por Kiev contra alvos em território russo acelera o momento em que Londres será considerada parte ativa do conflito, com todas as consequências decorrentes dessa posição.