CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Israel afirma não ter sido consultado sobre Conselho Executivo de Gaza

Governo israelense reage à formação do colegiado anunciada pelos EUA e diz que medida contraria sua política para a região.

Publicado em 17/01/2026 às 21:15
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O governo de Israel declarou nesta segunda-feira, 17, que não foi consultado sobre a composição do Conselho Executivo de Gaza, cuja formação foi anunciada pelos Estados Unidos no último domingo, 16. “O anúncio referente à composição do Conselho Executivo de Gaza, que é subordinado ao Conselho de Paz, não foi coordenado com Israel e contraria sua política”, afirmou o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em publicação na rede social X.

De acordo com comunicado divulgado ontem pela Casa Branca, integram o novo conselho o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro do ex-presidente Donald Trump, Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Segundo a nota, o objetivo do colegiado é “operacionalizar a visão do Conselho de Paz”, presidido pelo próprio Trump.

O gabinete de Netanyahu acrescentou que o primeiro-ministro instruiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, a entrar em contato com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para tratar do tema.

O Conselho Executivo e o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês), que será liderado pelo palestino Ali Shaath, fazem parte do plano de Trump para pacificar a região. Shaath é engenheiro civil nascido em Gaza e já exerceu cargos de destaque na Autoridade Palestina, incluindo o de vice-ministro do Planejamento e da Cooperação Internacional.

Para compor o Conselho de Paz, organismo internacional criado para debater uma solução política para Gaza, Trump também convidou o presidente da Argentina, Javier Milei, e teria estendido o convite ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, crítico contundente das ações israelenses no território palestino.