DIPLOMACIA EUROPEIA

António Costa coordena resposta da União Europeia às tarifas de Trump

Presidente do Conselho Europeu reforça defesa do direito internacional e da soberania diante de medidas dos EUA

Publicado em 17/01/2026 às 15:45
O presidente do Conselho Europeu, António Costa

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou neste sábado (17) que está coordenando uma resposta conjunta dos países da União Europeia (UE) às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a oito países europeus. As medidas norte-americanas visam pressionar os países a apoiarem as pretensões dos EUA de anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e integrante da UE.

"Por ora, estou coordenando uma resposta de conjunto dos Estados-membros da União Europeia sobre este tema", declarou Costa em entrevista coletiva após a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a UE, realizada neste sábado, em Assunção, no Paraguai.

O líder europeu ressaltou que "a UE será sempre muito firme na defesa do direito internacional, seja onde for". Segundo ele, essa postura começa pela proteção dos territórios dos Estados-membros do bloco. "Se queremos prosperidade, temos que abrir os mercados, não fechá-los. Temos que criar zonas de integração econômica e não aumentar as taxas", afirmou.

Costa fez uma defesa enfática da integridade territorial, da soberania dos países e do respeito ao direito internacional, citando as recentes ações de Trump na Venezuela e na Groenlândia, além das investidas do presidente russo Vladimir Putin na Ucrânia.

"Estamos aqui não só para assinar a criação da maior zona econômica do mundo, mas também para enviar uma mensagem muito clara: o que é necessário não são conflitos, mas paz; não são disputas entre países, mas cooperação. O fundamental é defender sempre o direito internacional, onde quer que seja", destacou.

O presidente do Conselho Europeu frisou ainda a importância de reagir a violações do direito internacional. "Se a Rússia invade a Ucrânia, temos que nos levantar para defender a integridade territorial, a soberania e o direito internacional na Ucrânia. Se os direitos humanos são violados na Venezuela, devemos nos levantar para defender os direitos humanos na Venezuela", concluiu.

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