DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Egito e Sudão apoiam proposta de Trump para mediação sobre barragem do Nilo

Países buscam acordo com a Etiópia sobre uso das águas após construção da maior barragem da África

Publicado em 17/01/2026 às 10:24
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Egito e Sudão manifestaram apoio neste sábado à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para retomar a mediação americana com a Etiópia na tentativa de resolver a disputa sobre o uso das águas do rio Nilo, após a construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD).

Inaugurada no ano passado, a GERD é a maior barragem da África, projetada para gerar mais de 5.000 megawatts de energia. O Egito considera a obra uma ameaça à sua segurança hídrica, alegando que o projeto pode afetar o fluxo do Nilo e viola o direito internacional.

Em mensagem publicada nas redes sociais, o presidente egípcio, Abdel-Fattah el-Sissi, destacou a importância da iniciativa de Trump e reafirmou o compromisso do Egito com uma cooperação "séria e construtiva" entre os países da bacia do Nilo, fundamentada no direito internacional. El-Sissi ressaltou o apoio egípcio aos esforços dos Estados Unidos para solucionar o impasse.

O general Abdel-Fattah Burhan, chefe do Conselho Soberano do Sudão, também elogiou a proposta, afirmando que a iniciativa pode resultar em soluções sustentáveis que respeitem os direitos de todas as partes envolvidas. Até o momento, a Etiópia não se pronunciou sobre a proposta.

Na sexta-feira, Trump divulgou uma carta enviada a el-Sissi, na qual expressa disposição para reiniciar a mediação americana entre Egito e Etiópia. Tentativas anteriores de negociação, lideradas por Washington no primeiro mandato do republicano, fracassaram em 2020, após a retirada da Etiópia das conversas, sem que um acordo fosse firmado.

Egito e Sudão defendem a assinatura de um acordo legalmente vinculante sobre o enchimento e a operação da barragem, enquanto a Etiópia sustenta que apenas diretrizes gerais seriam suficientes. Fonte: Associated Press.