PREVIDÊNCIA SOCIAL

Aposentadoria de idoso de 97 anos é cortada pela 4ª vez após confusão com irmão gêmeo falecido

Walter Rodrigues, do Rio, precisou novamente provar ao INSS que está vivo após ser confundido com irmão já falecido; benefício foi reativado.

Publicado em 17/01/2026 às 07:52
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Walter Rodrigues de Almeida, de 97 anos, morador do Rio de Janeiro, teve a aposentadoria suspensa pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pela quarta vez, após ser confundido com seu irmão gêmeo, Waldir, já falecido. O INSS informou ao Estadão que o benefício foi reativado e que o pagamento será depositado em até 20 dias.

Por compartilharem os mesmos pais, sobrenome e data de nascimento, a confusão já ocorreu em outras ocasiões. Segundo a família, esta é a quarta vez que Walter precisa comprovar ao INSS que está vivo para continuar recebendo a aposentadoria.

A última vez que Walter recebeu o benefício foi em 5 de setembro de 2025. “Estou há quatro meses sem receber e eu tenho o direito a receber. Sou aposentado, trabalhei mais de 30 anos. Não sei por que isso está acontecendo”, desabafou Walter em entrevista à TV Globo.

Na última terça-feira, 13, a família precisou acompanhar Walter até uma agência do INSS em Ramos, na zona norte do Rio de Janeiro. No local, foram informados de que o caso ainda estava sob análise e orientados a refazer o pedido. Já nesta sexta-feira, 16, o INSS comunicou ao Estadão que o benefício havia sido normalizado.

Elaine Almeida, filha de Walter, criticou o sistema do órgão público pelas recorrentes suspensões. “Eles dizem que, como o irmão dele era gêmeo, houve suspeita de óbito no nome do meu pai. E eu questionei: ‘O controle não é feito pelo CPF? Os números são diferentes.’ Fico muito triste e indignada, pois meu pai volta do banco arrasado e, como filha, só posso ajudá-lo. Resolver a situação dele, infelizmente, não posso”, relatou à TV Globo.

O benefício é fundamental para a subsistência de Walter, que o utiliza para custear despesas pessoais e comprar remédios. “Tenho minhas despesas, tenho 97 anos, moro com meu filho, mas preciso arcar com meus gastos. Já apresentei todos os documentos necessários e solicitados”, afirmou o idoso, que agora aguarda o pagamento.