JUSTIÇA

Toffoli prorroga por mais 60 dias investigações sobre o caso Master

Inquérito apura irregularidades na compra do Banco Master pelo BRB e pode envolver desvios de até R$ 12 bilhões.

Publicado em 16/01/2026 às 18:35
Ministro Toffoli prorroga por 60 dias as investigações sobre a compra do Banco Master pelo BRB.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, prorrogou por mais 60 dias as investigações do inquérito 5026, que tramita sob sigilo no Distrito Federal e apura supostas irregularidades na operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O despacho atende a um pedido da Polícia Federal (PF), responsável pela condução do caso.

Além da prorrogação, Toffoli determinou a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR), para que tome ciência da continuidade das apurações.

As investigações da PF apontam que o esquema de desvios em operações do banco pode alcançar R$ 12 bilhões, com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem lastro. O Banco Master teria prometido aos clientes rendimentos até 40% superiores à taxa básica do mercado.

A polícia também apura o envolvimento de dirigentes do BRB no suposto esquema. Em março do ano passado, o banco brasiliense chegou a anunciar a compra do Master. A operação contou com o aval do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, mas acabou barrada pelo Banco Central (BC), que identificou irregularidades nos documentos apresentados pelo Master para comprovar a solidez de sua carteira.

“Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas. Intime-se a Procuradoria-Geral da República”, determinou Toffoli.

Na última quarta-feira (14), a PF deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero, voltada a investigar novamente o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

As autoridades apuram suspeitas de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Entre as medidas autorizadas estão o sequestro e bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 5,7 bilhões.

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